Sunday, November 8, 2009

no MAC até 27 de novembro de 2009

"não! não abro mão da minha maré"
no MAC-Movimento Arte contemporânea
Av.Álvares Cabral,58/60 em Lisboa
tel +351 21 386 72 15
Rua do Sol ao Rato 9C
tel +351 21 385 07 89
tm +351 96 267 05 32




"... quero deixar aqui um grande abraço pela qualidade deste espaço
e sobretudo pela esplendorosa presença das obras de arte da João Franco.
Rocha de Sousa " ( comentário em http://www.mariajoaofranco.blogspot.com/ )


" Explosão de luz humanizada! Excelente exemplo do teu melhor, para nosso regalo..."
Carlos Alberto Gil Moreira ( Facebook Maria João Franco
)


Thursday, October 8, 2009

"não! não abro mão da minha maré" /MAC-Movimento Arte Contemporânea






MAC-Movimento Arte Contemporânea
Não!Não abro mão da minha maré.
As escarpas negras envoltas nas espumas
que o mar arremessa
escorrem mar adentro
como a pele que dispo para te envolver.
E tu sabes
Que eu sei
Que nunca aconteces.
E que te quero.
Maria João Franco


O MAC-Movimento Arte Contemporânea


inaugura a exposição comemorativa dos


45 anos de carreira de Maria João Franco


"não! não abro mão da minha maré"
no dia 3 de Novembro de 2009
A mostra estará patente até 27 de Novembro.
MAC' Av. Álvares Cabral 58/60 Lisboa
texto de apresentação
Ao longo de mais de quarenta anos de carreira, Maria João Franco, tem vindo a ser uma intransigente pesquisadora de verdades e de liberdades interiores, não cessando de se transformar – mantem-se essencialmente fiel a si própria.Maria João Franco perfaz o contorno, realiza o movimento, concretiza a ideia num imaginário pictórico único que lhe atribui um lugar marcante nas artes plásticas portuguesas.A sua arte tem uma estreita relação com o corpo, com o corpo das coisas, com a ideia primeira de matéria mater, que refaz incessantemente numa busca interminável, como se procurasse o princípio e o fim de um todo que sente ser o nosso, mas, na sua pesquisa, anseia sempre por um fim ou princípio outro. Aqui assenta toda a diversidade da sua obra em que o fio condutor submerge e emerge, consentindo e confirmando toda a sua versatilidade como artista plástica, como criativa e como autora.No envolvimento, ora cálido e terno nas pinturas, ora dramático como bem escreve Rocha de Sousa:”nesta nudez lírica da carne brutalizada por destinos inomináveis é um grito sem fim pelos apocalipses que vivemos todos os dias, navegando à vista, lutando inutilmente contra a morte anunciada” que figura a nossa condição, e que confere harmonia, beleza e estranheza à trivialidade do quotidiano, sabe a autora fazer agir a vontade e o modo de subtrair riqueza plástica a um seu muito pessoal e rico universo imagético. O grafismo, aqui afirmado como elemento estilístico, afirma a autonomia da cor, que polariza e atrai a fluidez antropomórfica das formas, é na sua obra de uma importância fundamental.Fala-nos pela incidência da cor que transporta e assume o papel de interlocutor entre a obra e o espectador.Estamos agora perante uma artista sem hesitações, de um saber constante e ritmado, onde cada tomada de consciência nos abre o caminho para o seu mundo multidisciplinar, onde cada gesto tem o sabor de uma certeza.A arte de Maria João Franco, extraordinariamente sensível na fluidez da linguagem das formas, na vigorosa materialidade da cor, na força e no encanto da sua evasão e do seu êxtase, é uma fascinante e esplêndida aventura espiritual e técnica.As suas obras, são pois materialização de anseios e de sonhos, notas de realce, na Pintura Portuguesa Contemporânea.
A devoção e o grande profissionalismo, a continuidade e o grande empenho que Maria João Franco nos transmite nas suas obras, revelam-nos estar perante uma grande pintora e uma excelente artista, reconhecida não só em Portugal como internacionalmente.Também, o profissionalismo, agrado e companheirismo com que tem desempenhado junto do MAC, a realização de qualquer projecto que lhe seja proposto correspondendo sempre de forma eficaz e sem rodeios a toda a colaboração, de forma entusiástica e inequívoca a todos os nossos sonhos e anseios, faz de Maria João Franco um ser sempre desejado por nós , que dignifica esta casa e esta equipa, e de quem muito nos orgulhamos.Nesta exposição que agora nos apresenta, mostra-nos a sua constante evolução, a sua infatigável busca, a intranquila qualidade da sua poética, que faz de cada momento uma reencarnação imprevisível, uma nova conquista, um constante enriquecimento.O vigor e qualidade do conjunto destas obras fará, com toda a certeza, que Maria João Franco ocupe um significativo lugar cimeiro no conjunto dos pintores primeiros deste país pela excelência e raridade do conjunto da obra que vem construindo e a que já nos habituou, confirmando o seu grande talento e sobretudo a sua surpreendente e rara qualidade plástica e criativa.
Álvaro Lobato de Faria
Director Coordenador do MAC-Movimento Arte Contemporânea
Zeferino Silva
Director do MAC-Movimento Arte Contemporânea
Rua do Sol ao Rato,9C,1250-260 Lisboa
tel.21 385 07 89 / tm 96 267 05 32
Av. Álvares Cabral,58/60, 1250-018 Lisboa
tel. 21 386 72 15 / tm 96 267 05 32

Sunday, September 27, 2009

MAC - Movimento Arte Contemporânea/Colégio Militar



curadoria de Álvaro Lobato de Faria
director coordenador do MAC
tm 96 267 05 32
21 386 72 15
Fiz `ART09
Alfred Opitz /Ana Tristany /Artur Bual /Cruzeiro Seixas/ Dina Aguiar /Fernando d `F. Pereira Figueiredo Sobral /Hilário Teixeira Lopes /Jaime Murteira /João Abreu/ João Chichorro/ José Vicente /Lourdes Leite/ Luísa Nogueira/ Manuela Pinheiro /Maria João Franco /Miguel Barros/ Mira Sousa Dias /Noronha da Costa /Nuno Castel-Branco /Paulo Canilhas /Ricardo Paula /Roberto Chichorro/ Saulo Silveira /Sebastião Rodrigues/ Teresa Mendonça /Tereza Trigalhos /
Largo da Luz, 1600-498 Lisboa /
Tel. 217 104 000 217 104 000 / Fax.217 104 016217 104 000 217 104 000 / Fax.217 104 016 colegiomilitar @ colegiomilitar / http://www.colegiomilitar.pt/
9 a 21 de Outubro / 2009 Pavilhão do Auditório do Colégio Militar das 14h às 19h
Estacionamento do Colégio Militar
http://www.movimentoartecontemporanea

MAC - Movimento Arte Contemporânea

MIRA SOUSA DIAS
MAC-Movimento Arte Contemporânea
Av.Álvares Cabral 58/60
Inaugaração a 29 de Setembro pelas 19 horas.
Patente até 30 de Setembro

Friday, September 25, 2009

sete sopros de arte e mais um...ou talvez não



EXPOSIÇÃO NO CONVENTO DE S. JOSÉ EM LAGOA
de 19 de Setembro até 21 de Outubro de 2009
curadoria de Eduardo Nascimento
Pintura

Barbara Walraven
Bert Holva
Eduardo Abrantesst
Eduardo Nascimento
Maria João Franco
Guilherme Parente

Escultura
Abilio Febra
Carlos Andrade
Eduardo Nascimento
Filiep Manger
Joana Imaginário
José Eduardo
Matthias Contzen
Moisés Preto Paulo

Thursday, September 24, 2009

EXPOSIÇÕES


Convento de São Paulo



Sunday, September 20, 2009

A CASA || Rocha de Sousa || Círculo de Leitores

Um LIVRO em destaque:
A CASA que nos traz o respirar , o entrever e vaguear pelos cheiros , os esgares a névoa não refrescada ... um chão velho e sujo cravados pelas pegadas dos tempos.
Como podemos ler na contra capa, "Narrativa visualmente apelativa, antropológica,marcadapor uma sociologia do sofrimento, este romance faz-nos reconhecer ideias e perdas contemporâneas, aproximando-nos da condição humana no quadro de uma espécie de desertificação anunciada."
Como diz Mário Cláudio : um dos livros mais bem escritos últimamente entre nós.
Um pedaço de vida a não perder
MJF

A CASA
Este livro, alegoria inquietante povoada por gente envelhecida e alguns traumatizados da guerra, começa por nos sugerir um espaço invulgar, uma arquitectura temporalmente errada, invulgar, entre próteses estruturais improváveis e a quase prosaica imagem de um centro de acolhimento votado sobretudo à terceira idade. Como se saída de um passado indeterminado, não propriamente longínquo, a Casa mergulha numa paisagem exterior sem limite, após jardins mal tratados e vedações atrás de vedações, acrescentada, através dos tempos, de novos pavilhões geminados ao estilo inicial, na urgência de uma demografia trabalhosa, gente meio perdida, pessoas solitárias e sem memória, ali procurando conferir ao resto das suas vidas um pouco de dignidade ou de conforto. Mas a imagem do mundo infiltra-se nesta multidão acossada por muitos problemas de saúde, de abandono, restos de retratos, amarelecidos, talvez segredos de família, porventura afectos escondidos em vulgares caixas de cartão.
O quotidiano desta população, na sua diversidade e grupos mais relacionados, enche de tumultos iniciais estas páginas, numa relação complexa pessoa a pessoa,
a melancolia de outros tempos de vida e do quadro intenso das famílias. Há restos por aqui, jogos, gente ainda saudável, amores encobertos. Há as regras de serviço, as normas, os dogmas, a assistência abrupta. Há as enfermeiras auxiliares que fazem por dar uma continuidade razoável aos velhos, entre as refeições, tratamentos, conversas patéticas, e também a presença ainda forte (mais abalada) dos «hóspedes» mais novos e cuja mente parece gravemente afectada pelas sequelas da guerra ou pela batalha das grandes cidades, entre a mitigação dos destinos.
Narrativa visualmente apelativa, antropológica, marcada por uma sociologia do sofrimento, este romance faz-nos reconhecer ideias e perdas contemporâneas, aproximando-nos da condição humana já no quadro de uma espécie de desertificação anunciada.
Rocha de Sousa